segunda-feira, 2 de março de 2009

A Bola e eu...

Somos como o pão e a manteiga, como o arroz e o feijão, somos inseparáveis como o Gordo e o Magro. Nossa história começou bem cedo, aos oito anos nós nos conhecemos e desde então jamais nos separamos. É uma pareceria de sucesso e acredito já termos provado que juntos podemos causar o amor e ódio nas pessoas que nos assitem ou até mesmo naqueles que participam do nosso espetáculo.
Basta um olhar, um leve toque e ela já sabe o que eu quero, formamos uma dupla, um casal perfeito onde existe a fidelidade, compreensão e a magia. Tratamos-nos muito bem, com carinho, respeito e intimidade, aliás, acho que esse é o segredo para o nosso sucesso juntos, sucesso este que é dirigido por um dom que Deus me deu.
Juntos já viajamos, já conhecemos lugares diferentes, vivemos situações, rodamos por aí, juntos encantamos, é engraçado, desde sempre estamos juntos, unidos através da arte com uma única intenção.
Não importa a hora nem o lugar, tanto faz, seja de couro, de borracha, pode ser de meia ou de papel, basta nos encontrarmos para que possamos dar inicio ao show, que é repleto de truques e mágicas. Até brinco ao plagiar o saudoso Armando Nogueira, pois diante da química e intimidade que nos envolve, costumo dizer que seu eu não tivesse nascido gente, talvez eu tivesse nascido bola.
Juntos somos o talento em exposição, somos alegria e a tristeza, somos a magia.
Juntos somos protagonistas de uma bela história de amor.

Anderson

Açougue na TV

Já faz um tempinho e lá estava eu, em casa assistindo TV, mudando de canal, me peguei atraído por um debate dos mais fúteis. Não me surpreendi, até porque o programa que exibia o debate era o tal do “Superpop”, que de fútil tem tudo, não deixando de fora a sua também nada acrescentadora, apresentadora Luciana Gimenez. Neste dia os convidados principais eram o “não sei o que é” Mr. Catra e sua ex-dançarina, a tal Mulher Lombinho, ou melhor... Mulher Filé, será que ela é? Enfim, estavam lá discutindo com alguns outros convidados sem menor produtividade também, mas tinha um tal de Bispo, que nem sei se Bispo realmente é, cada um defendia sua teoria, Mr. Catra estava defendendo seus casamentos simultâneos, sua profissão e é claro, defendia o que na época era o seu mais valioso e recente pedaço de bife.
Bom, era de se esperar esse tipo de coisa, num programa que de super não tem nada, tão pouco é popular e ainda é apresentado por uma das maiores ex-modelos e celebridade da televisão brasileira, uma mulher que quando fala já segura o rolo de papel higiênico nas mãos, só poderia ter no palco do seu programa um açougueiro do funk, brigando verbalmente com um Bispo que se for Bispo mesmo, pelo amor de Deus, poderia estar se preocupando com coisas mais importantes, como ajudar o lado mais necessitado da humanidade, enfim, fazendo algo que preste para o bem dos seus semelhantes, seria melhor do que dar uma de puritano ao ficar mexendo com a carne dos outros.
Só fico pensativo pelo fato de que no meio disso tudo se encontra a figura de uma mulher, tudo bem gente, seja filé, patinho, maminha ou até lombinho, enfim, não deixa de ser uma mulher. Ou será que ela prefere ser apenas uma carne? Bom, perguntem à ela.

Anderson

domingo, 1 de março de 2009

O belo e o feio não existem

A sociedade durante anos, diante de gerações e gerações, vai tentando, muitas vezes conseguindo implantar padrões, seja de comportamentos, estética e outras coisas mais.
Acho esse lance de padrão uma tremenda banalidade, sim é verdade, é uma grande bobagem. Por exemplo, o que é feio? O que é belo? Isso não existe, são apenas nomenclaturas que foram criadas para definir aquilo que nos agrada ou desagrada.
Malu Mader, Juliana Paes e muitas outras mulheres famosas e não famosas também, como a Mariana, a Regina, a Lúcia e porque não a Flávia, podem ser consideradas de acordo com o padrão de beleza da sociedade, mulheres lindas. Até acho essas mulheres que citei verdadeiras beldades, mas quem falou que o Jeremias, o Bento ou até mesmo o Gonçalves, vão concordar comigo? Eles são obrigados a ter a mesma opinião, o mesmo gosto? Acho que não amigo, vai que um deles prefira a beleza da Preta Gil ou da Sheila, aquela gordinha que vive comendo sonho na padaria? Enfim, o que quero dizer é que o que é feio pra mim, pode ser belo para o outro ao meu lado, o que não significa que Fulano ou beltrano não tenham beleza, é claro que tem, mas é a questão de determinada beleza agradar ou não aquele que está observando.
Opiniões devem ser respeitadas, logo a minha opinião pode ser diferente da sua e se o respeito deve haver, logo não existe a opinião correta ou a errada, apenas são opiniões, gostos deferentes sobre determinada situação, então posso dizer que o feio não existe tão pouco o belo, pois este é aquele que agrada aos meus olhos, mas pode desagradar aos teus e se tornar feio.
Padrões são tolices impostas por uma sociedade cada vez mais vagabunda e repleta de hipocrisia.

Anderson

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Todo dia é especial

Olá queridos amigos e leitores, hoje é um dia muito especial para mim e espero que para todos nós possa ser um dia de vitórias. O dia de hoje se torna especial para mim por diversos motivos e aspectos, nos quais eu vou citar alguns aqui...
Hoje acordei e até agora não fiz nada de produtivo profissionalmente, mas também por um lado percebi que um novo dia havia nascido e que o Sol como de costume muito quente, estava muito bonito, o céu brilhando em seu azul infinito, pessoas pela rua com vida e saúde, outras já não com tanta sorte e vitalidade, mas de fato, já devo ser grato por ter acordado com possibilidades de lutar, de fazer coisas e continuar vivendo nesse mundo que nos envolve.
Ainda não bati um papo com Papai do Céu hoje, isso é um erro, pois antes mesmo do amanhecer ele já havia se lembrado de mim e preparado tudo para que meu dia fosse espetacular, mas nem assim eu dei um bom dia ao Pai de todos. Por isso venho aqui de certa forma para expor a importância de Deus em nossas vidas, independente de crenças, religiões, devemos saber que Deus faz tudo por nós, mas será que fazemos algo por ele? É bom sempre avaliar nosso comportamento e nos perguntar esse tipo de coisa.
Enfim, meu dia não está tendo nada de grandioso aos olhos ignorantes de nós seres humanos, mas se colocarmos nossa inteligência e sensibilidade pra funcionar, vamos perceber que cada dia, todo dia já se torna especial e importante simplesmente pelo fato de estarmos vivos.
Vamos nos alertar e reconhecer que todos os dias são especiais e são preparados para nós por Deus, o nosso Pai maior. Então, vamos agradecer sempre pela oportunidade e misericórdia de continuar desfrutando dessa vida que nem sempre é bela, mas sem dúvida é valiosa!

Obrigado Senhor, por mais um dia de vida e saúde!

Anderson.

Falando um pouco de Ed. Física

Diante das minhas observações sobre o que é a Educação Física, percebo e acredito que esta ciência é muito maior do que o seu nome significa e traduz. A meu ver a Educação Física vai e deve ir além das questões do corpo, se tornando assim uma grande e forte ferramenta nas questões sócio-culturais e sem dúvidas educacionais também no país.

Mente e Corpo

O que controla o nosso corpo é a nossa mente e se nossa mente não estiver bem trabalhada, bem educada, posteriormente nosso corpo não estará e também não terá condições de ser bem trabalhado e bem educado. Diante desse conceito posso afirmar que ao agir primeiro na mente, vamos obter maior sucesso quando chegar a hora de agir no corpo. É importante lembrar que trabalhar as duas vertentes simultaneamente também é uma grande saída para alcançar os avanços desejados.

Educação Física e Escola

A Educação Física deve ser vista na escola como um instrumento de sumo valor no que diz respeito ao crescimento do aluno, seja ele pessoal, esportivo, emocional, entre outros. Não é justo e também não é inteligente analisar a Educação Física apenas como matéria escolar, tendo nela um leque de opções que podem resolver muitas questões vistas no cotidiano escolar.

Educação Física, Escola, Professor e Aluno

Educar a mente e o corpo de crianças e adolescentes não é uma tarefa fácil, mas também entendo que é uma tarefa gostosa e que nos surpreende a cada dia. Acredito que é um aprendizado mútuo. Sendo assim, entendo que não seja uma tarefa das mais difíceis e se torna até prazerosa. Se tivermos uma equipe de professores e coordenadores remando para o mesmo lado e pensando de maneira semelhante, certamente já estaremos dando um grande passo para a realização de projetos esportivos, culturais e educacionais de maneira geral.
O Professor de Educação Física pode ir além e fazendo isso, sem sombra de dúvidas se torna uma peça fundamental no ambiente escolar. Nós podemos se assim desejarmos, modificar, transmitir e ajudar, temos o poder de fazer acontecer, podemos fazer a diferença. Sendo assim, porque ser omisso? Nós professores e adultos de maneira geral, não podemos tratar as crianças como “idiotas”. Criança é pra ser tratada como tal, apenas como criança. Adolescentes não devem ser vistos por nós como delinqüentes, não devem ser tratados como marginais, culpados. Devem ser enxergados apenas por aquilo que são e por aquilo que tentam demonstrar em suas mais diversas formas de expressão.

Esporte na Escola

O esporte na escola pode ser implantado de diversas maneiras. Podemos trabalhar de maneira lúdica, competitiva, cooperativa, podemos atuar multiplamente quando se trata dessa junção interessante que é o ESPORTE/ESCOLA.Para implantar o esporte na escola é necessário saber e conhecer a filosofia, a proposta de trabalho da determinada escola para com esse tipo de atividade. Após tomar conhecimento disso é só pôr em prática o trabalho.É sempre bom trabalhar também em cima da idéia de que o esporte na escola deve ser visto como forma de inclusão e integração social seja ele tratado de forma lúdica ou até mesmo de maneira mais competitiva.

Educação Física – Teoria e Prática

Existem escolas que oferecem aos seus alunos aulas teóricas e práticas de Educação Física, outras trabalham só com a parte prática e ainda existem aquelas que preferem somente a teoria. Particularmente, entendo que as duas formas são interessantes e que com as duas sendo aplicadas, o aprendizado se torna mais amplo e prazeroso. Sem falar que com a teoria o professor se vê na "obrigação" de planejar e sempre melhorar suas aulas, já que é ele que apresenta o conteúdo aos alunos.

Educação Física, Cultura, Arte e Lazer

Seria um erro imaginar que os itens do tema acima não combinam e se fazem distantes. Acredito muito na proximidade desses itens, acho que a Educação Física não pode ser tratada com limites. Sendo assim, dentro da Educação Física podemos falar sobre música, esporte, política, sobre muitos assuntos do interesse de todos ou que ao menos poderiam ser apresentados a todos.
O professor de Educação Física pode promover e falar sobre eventos, sobre passeios que marcam ou que marcaram época, é importante citar a história de determinado esporte, da cidade na qual se vive, dos países que controlam o mundo e por aí podemos expandir, viajar, realizar e através desse conjunto de temas, podemos ensinar, educar, fazer crescer. Seja com futebol, basquete, na música, com o teatro, na simples brincadeira de roda, de ciranda, no conhecimento que é transmitido... São diversas as formas de agir e melhorar a educação. Basta querer, ter percepção, vontade de mudar, de fazer diferente, de agir e de fazer valer a importância fundamental que cada um de nós possui no meio em que vive. É uma questão de enxergar as situações e não limitá-las, não perder tempo com bobagem e fazer a diferença na vida das pessoas.

Anderson.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O Gênio Baixinho...

Nascido na Favela do Jacarezinho, criado na Vila da Penha, mundialmente conhecido, fez da bola sua melhor amiga, fez do futebol sua vida, dos estádios fez seus palcos, mas o Maracanã seu Templo maior.
Romário de Souza Farias, um menino, um homem, dentro da área virou um Gênio.
Revelado pelo Vasco, Romário logo dispontou entre os profissionais com a mesma força que iria carregar por toda sua carreira. Romário era veloz, tinha atitude de um gigante, logo se tornou marrento, desde sempre! Abriu portas por méritos outras foram abertas por imposição e arrogância, mas também algumas portas se fecharam durante sua carreira.
Após surgir como promessa em São Januário e jogar ao lado de Roberto Dinamite, partiu para Holanda aonde se tornou um Rei atuando pelo PSV. Muitos gols e belas vitórias, Romário era sinônimo de jogo resolvido.
Ser Rei na Holanda era bom para Romário, mas ainda não haviam descoberto sua genialidade, mas foi na Espanha vestindo a camisa do Barcelona que Romário se tornou o "gênio". Na Espanha a vida era muito boa, Barcelona uma das cidades mais festivas da Europa, Romário jogava em um grande clube, conheceu grandes lugares, ele estava em casa, mas se tratando do Baixinho algo ainda estava faltando!
Foi quando a Seleção Brasileira caminhava com dificuldades para se classificar para o Mundial de 94, que o então treinador Carlos Alberto Parreira se rendeu à genialidade de Romário. E foi naquela última partida das eliminatórias, contra o Uruguai que Romário atravessou o Atlântico para marcar dois gols e carimbar o passaporte brasileiro rumo aos Estados Unidos e é claro, rumo ao Tetra.
Na terra do Tio Sam o Baixola fez a festa, fez gols, enlouqueceu as defesas adversárias ao lado do companheiro Bebeto. Mas foi na grande decisão contra a poderosa Itália do também grande craque Baggio, que Romário através de um erro do rival se tornou o melhor jogador do Mundo de 94 ao conquistar o Tetra para o Brasil.
Pôlêmico, goleador, irreverente, Romário jogou por Vasco, Flamengo, PSV, Barcelona, Fluminense, teve nos Estados Unidos, jogou até na terra dos Cangurus, foi notícia sempre, é notícia até hoje.
Romário é um mito, é um ídolo, um ícone para o futebol brasileiro e mundial. Há os que não gostam do Baixinho por seu jeito marrento e indiciplinado, mas de fato é necessário ressaltar sua genialidade com a bola nos pés.

Anderson

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Salvem o futebol do Rio

Dizem que o futebol carioca é o mais charmoso do país. Sim, é verdade que os clássicos cariocas são mesmo muito bonitos de se assistir, todo charme diante da paixão das torcidas, da tradição dos grandes clubes, tudo isso é muito bonito!
O futebol do Rio já desfrutou de grandes craques, como Zico, Romário, Adílio, Roberto, Júnior, entre outros, já produziu grandes craques também e já realizou grandes eventos através desses craques que lotavam o velho e querido Maracanã. Bons tempos em que 190 mil pessoas preenchiam os anéis e a geral do nosso memorável estádio.
Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense... Tradição, grandeza e conquistas.
América, Bangu, São Cristóvão e Olaria... Tradição que levava crianças aos estádios, era o subúrbio na elite, era a vitrine para se chegar aos grandes!
Aonde isso está agora?
Os times suburbanos já não são tão presentes, o futebol do Rio foi invadido pelo interior do estado, e os grandes já não são mais os mesmos clubes imensos de outras décadas.
É duro para mim olhar na TV um Flamengo com Obina no comando de ataque, com Josiel e Maxi sendo possíveis substitutos. É brabo ver o Vasco que agora está na segunda divisão do brasileiro, contratar o Ursinho Pimpão e se contentar com um elenco aonde a maior estrela é o Bad Boy Carlos Alberto. Será que o Anão da Colina voltará a ser Gigante? Não posso responder isso, mas não queria estar na pele do ídolo e agora presidente Roberto Dinamite.
O Mané das pernas tortas deve estar enchendo a cara dentro do caixão, se enbreagando em lamento pelo seu glorioso Botafogo. Pois deve ser duro para Garrincha olhar lá de cima o seu querido clube ficando cada vez mais solitário no que se diz respeito a estrelas.
Não posso deixar de citar o Tricolor das Laranjeiras que só não vive pior das pernas pelo fato de poder contar com a poderosa Unimed como investidora, então até que o Fluminense consegue trazer e manter alguns nomes interessantes, como Conca que de carioca não tem nada e o Leandro Amaral que voltou após fazer parte do naufrágio vascaíno em 2008.
O América do seu Edevair já não faz parte da elite, está na segundona do carioca e nem que o Tim Maia cante lá de cima de novo, mas vamos ter de torcer, torcer e torcer pelo retorno do querido Mequinha.
Tempos que não voltam mais, tempos em que o Banguzinho chegou a disputar título brasileiro, tempos em que o Castor dava dinheiro ao craque Marinho por gol feito em coletivo.
Ah Moça Bonita, onde está tua beleza que agora anda escondida?
Adoraria encontrar as respostas para essas perguntas que fiz no decorrer do meu relato, mas enquanto não as encontro, vou observando de longe o charme barato desse futebol carioca cada vez menos rico.

Anderson