terça-feira, 3 de março de 2009

O carnaval futebolístico

O futebol nos mostra diversos nomes, diversas personalidades, pessoas comuns, simples que através do seu talento e dom conseguem se tornar ídolos. Existem aqueles que se tornam ídolos e são vistos como exemplo, outros não são o exemplo considerado ideal, mas nem por isso deixam de ser ídolos, vamos encontrar também aqueles que não possuem muito talento e estão longe de terem recebido o dom da bola, mas conseguem obter fãs. Futebol é uma grande mistura, gente de todo tipo, gente honesta e gente safada, gente boa e gente ruim, craques de bola e um monte de pernas de pau, futebol é mágico, futebol pode ser visto no gueto ou na burguesia, na Vila da Penha ou na Freguesia, em qualquer país, em qualquer lugar, futebol é uma união, é globalização!
Acompanho futebol há tempos e já vi muita gente boa dentro de campo, posso citar alguns assim de maneira rápida, como Roberto Baggio, o italiano que ficou mais conhecido no nosso país ao perder a penalidade na final da Copa de 94 e garantir o Tetra ao Brasil. Poderia falar do Mané de pernas tortas, aquele que só vi jogar em tape, mas que pra bom entendedor já é o suficiente, Garrincha foi um anjo solitário da bola. São muitos os craques, Maradona que apesar de ter usado “a mão de Deus”, na verdade era com os pés que fazia coisas divinas. Poderia citar o maior ídolo da história do Flamengo, Zico que foi exemplo dentro e fora dos gramados, poderia falar de muitos... Do Renato, Djalminha, do espanhol Hierro, são tantos nomes, tantas figuras, co mo não vou citar o figurão Túlio Maravilha e não dizer á ele "gostamos de você"? São muitas as histórias, muitos os lances, jogadores falastrões, foliões da bola, futebol é isso é um baile, um carnaval de emoções com seus mais diversos personagens.

Anderson

O menino de todos os corações

Há bastante tempo atrás nascia um menino como qualquer outro menino que poderia estar nascendo naquele mesmo momento. Seu nome era Edson, mas calma, não pensei que pelo tempo verbal que utilizei ali atrás estou querendo dizer que o menino já morreu, claro que não... O menino vive ainda e vive bem, diga-se de passagem, o menino nem é mais tão menino assim, foi menino em Três Corações, aonde nasceu, em Bauru, aonde cresceu e em Santos, aonde amadureceu como o Menino da Vila, sim... Edson deixava de ser Edson e se tornava Pelé.
Pelé fez da Vila Belmiro a Vila Famosa, Pelé fez da Vila a sua casa, sua sala de estar, aonde ele conquistou títulos, marcou inúmeros gols e fez da camisa 10 do Santos Futebol Clube um manto sagrado.
Pelé é um símbolo, uma marca, referência maior no assunto futebol, dono da bola, dono da festa, fez dos gramados seu palco, fez da seleção brasileira uma seleção respeitada pelo mundo inteiro, Pelé vai fazendo por onde passa sucesso. Foi assim desde os tempos de Vila até chegar à Suécia, até passar pelo Chile e se consagrando no México. Pelé é o Rei da Bola, o Menino Rei da Vila, Atleta do Século, Pelé é nosso.
Pelé que de Três Corações partiu para o mundo, com maestria soube encantar e conquistar todos os corações daqueles que o viram desfilar seu futebol, sua magia, sua arte, Pelé artista da bola, gênio como Da Vinci, afinado como uma ópera, Pelé é o Edson, é o Pedro, é o Betão, Pelé está na sua memória e mesmo quem não gosta dele, vai guardá-lo sempre no coração.

Anderson

Falando um pouco de futebol...

Futebol mexe tanto comigo que sou capaz de possuir um coquetel de emoções em relação a ele, é um encontro de diversos sentimentos... Posso falar bem, com paixão, amor e carinho, posso ser cômico ao relembrar situações dentro do futebol, posso ser biográfico e falar da vida de gente que foi importante dentro do futebol. Na verdade o futebol e essa relação com a bola me fornecem uma grande carga de gêneros, nos quais posso tocar no assunto sem parecer um apaixonado sonhador, mas também não me torno um carrasco falador.
Enfim, o futebol é grandioso demais para minhas pequenas palavras, mas em diversos momentos não posso me calar diante de fatos marcantes, de lembranças boas e ruins, não posso me omitir, é como em campo, preciso pegar a bola e criar alguma jogada, alguma situação que possa resultar em gol.
Na escrita a forma que encontro de ser um bom jogador é retratando toda a verdade daquilo que penso, assim como com a bola nos pés eu vou conduzindo o texto com verdade, vontade de chegar no lugar mais importante, seja numa crítica que faço, numa observação sobre algum tema, seja da maneira mais simples, procuro conduzir meus textos, da mesma maneira que atuo nos gramados.
Para muitos o futebol é apenas uma brincadeira de bola, um esporte ou uma forma de ficar rico, obter as melhores mulheres e carros. Futebol não é assim, essa coisa bonita que se vê pela televisão, não é um mundo tão colorido e romântico como se lê nos jornais. Por trás de toda essa beleza, essa pintura que se vê através da mídia, existe um mundo difícil e certas vezes até obscuro, sem sequer uma cor para se colorir.
Falar de futebol pra mim é como falar de mim mesmo, logo se torna fácil e perigoso, sim... Fácil pela intimidade que tenho com o assunto, pela vivência que tenho no futebol, simples por ser algo que eu amo muito, mas se torna perigoso, pois corro o risco de não ser imparcial em algum momento, pode ser perigoso também pelo fato de que a minha experiência no futebol me faz enxergar as coisas com uma maturidade maior, que me permite saber e falar a verdade sobre esse mundo mágico que é a o mundo da bola.

Anderson

A viagem interminável do pensar

Falando um pouco mais dessas viagens, posso dizer desde já, esse lance de livro está sendo uma viagem total dos meus pensamentos, não sei se minha idéia inicial era essa, mas percebo que é esse o caminho que estou seguindo, mas o curioso é que nunca sei para onde eu vou, aonde e se irei chegar, mas o pior é que não sei para onde vou levar você que está aí na minha garupa.Tem momentos que consigo enxergar minhas palavras transitando pelas cidades grandes como Rio de Janeiro e São Paulo, vejo meus pensamentos caminhando pela Rua do Lavradio, na minha querida Lapa, encontro-me com a força do sentimento que tenho dentro de mim por becos sutis no centro da cidade maravilhosa, vejo travestis, simpatizantes, vejo homem com homem, tem mulher com mulher, tem drogas, sexo, tem uma diversidade cultural muito grande, skin hads num canto, roqueiros e metaleiros no outro, tem a galera do Samba, da Bossa Nova, tem o pessoal do funk, mas também encontro o pessoal da MPB.
Minhas palavras se deparam com a triste realidade da criança que deveria estar dormindo, mas está vendendo bala, minha palavra percorre pela Lapa e se encontra com as patricinhas que chegam de Ipanema, Leblon e por toda orla, mas também se esbarra com as meninas e meninos da Zona Norte, os tais suburbanos que essas divisões sociais pincelam como algo menor. Mas isso não importa agora, ainda não quero falar da diferença existente entre os povos, só quero mostrar que a viagem existe o tempo todo em nossa vida e neste momento, por exemplo, nem estou mais no Rio. Não percebeu? Fiz a ponte área já, estou aqui andando pela Rua Augusta, assustado com o tamanho e com a quantidade de prédios, assustado também com a geladeira e com o fogão que estão ali mergulhando intensamente no Rio Tietê. Nesse momento meu pensamento de espanto já não estava mais ali, pois ao me assustar com essa grandiosidade do mundo capitalista que se encontra em São Paulo, me enfiei dentro de um avião e fui diretamente para a minha charmosa Paris, não quis nem saber, não deixei recado com ninguém, coloquei algumas coisas na mochila, e segui direto para o aeroporto, acho que estava precisando sair do Brasil por um tempo, avaliar de longe as idéias que eu havia criado sobre esse país nosso que consegue ser mutuamente tão rico e tão pobre. Estava de saco cheio de ouvir o povo reclamando do Itamar, do Fernando Henrique e do Lula, o povo reclama, mas não faz nada, só reclama, é um bando de chorões de braços cruzados, reclamam do salário mínimo que de mínimo realmente tem tudo, mas também não se esforçam, para conseguir um emprego melhor, aliás, o que muitos querem são empregos, mas esquecem que o importante para conseguir um bom emprego é trabalhar. Outra coisa que estava me irritando no Brasil é esse papo de celebridade, aqui uma mulher com nome de fruta ganha milhões pra mostrar o que vai ficar podre no futuro, tudo bem, enquanto está maduro a gente até dá uma olhada bem atenta, mas isso só porque somos tolos, veja só, o chorão e honesto trabalhador que reclama que ganha uma merreca pra sustentar sua família com treze filhos, é o mesmo babaca que compra essas revistas masculinas com essas mulheres aparecendo sem suas cascas, levando em conta que cada revista dessa vale aproximadamente cinco ou seis reais, puxa vida... No lugar dessa revista o Amarildo poderia estar comprando três caixas de leite para alguns de seus treze filhos, mas não... Com toda sua tolice hormonal, ele preferiu se esbaldar com a revista da tal mulher fruta. No fim das contas, ele ajudou a enriquecer a vida de uma nova celebridade, gastou o dinheiro do leite e ainda descobriu que a mulher fruta já perdeu o espaço, a moda agora é a mulher carne, sim, acho que é Mulher Filé.Tudo isso me faz pensar muito, vejo que tenho que estudar de verdade, mas por falar em Mulher Filé, o que me fez realmente tomar a decisão de ficar um tempo fora do Brasil foi quando percebi realmente que hoje em dia qualquer pedaço de bife vira estrela nacional.

Anderson

Ainda em Paris...

Depois de algumas observações, de percepções que tive sobre o momento do nosso país, realmente disse para mim mesmo: “Preciso do Louvre para me acalmar.” E naquele mesmo dia, no qual estava em São Paulo, já quase no fim da tarde, embarquei para Paris. Chegando lá fui para o mesmo hotel em que fico desde 1998 quando estive por lá para assistir aos jogos da Copa do Mundo da França. Confesso que exausto não tive forças para mais nada, tomei um banho e logo caí na cama, dormi como uma criança levada que fez arte o dia inteiro e só acordei no dia seguinte.
Naquela manhã estava disposto e de encontro com a minha disposição recebi logo no café da manhã um convite de uma moça muito bonita, ela estava sentada por perto, veio até minha mesa e me convidou para fazer parte do grupo de brasileiros que estavam mostrando os pontos turísticos aos franceses. Era um projeto interessante do hotel naquela época do ano, fazer com que Paris fosse mostrada ao seu próprio povo pelos olhos dos turistas. Como estava disposto naquele dia e cheio de vontade de não pensar no Brasil, logo aceitei o convite da tal moça, ela se chama Justine, uma francesinha linda que mais tarde com muita conversa me levaria para a cama com todo aquele seu charme e beleza retratada em seu corpo. Mas isso não vem ao caso agora, desculpe, é que acabo me deixando levar pelas emoções mais calorosas e Justine foi sim, uma mulher muito fervorosa nessa minha passagem por Paris.
Ao terminar o café da manhã, logo me posicionei diante dos outros monitores do projeto, fui apresentado e logo fomos ao trabalho, mas para mim aquilo era uma diversão sem custo e a oportunidade de saber mais sobre aquela mulher que com ousadia veio me convidar para passear ou trabalhar, ah sei lá!
Saímos do hotel e fomos caminhando, Justine falava muito e rápido o que me atrapalhava a entender, pois ela fala francês, diferente de mim que falo um pouco disso, um pouco daquilo, arranho um tanto do outro e assim vou me virando. Mas Justine não, ela possui uma imponência, um atrevimento, um modo de agir, uma atitude no falar que estava me deixando encantado. Talvez seja aquela velha história de que todo homem na verdade quer uma mulher que mande nele, talvez tenha sido isso, pois desde inicio Justine mandou e desmandou em mim, me fez de gato e sapato, mas não me maltratou, calma não pensem que ela me usou.
Ela foi fantástica, comandou com maestria o passeio, depois me convidou para almoçarmos, mas eu já havia percebido que seus convites eram na verdade decretos, como sou obediente e sei respeitar os desejos de uma bela mulher, logo me vi pedindo um bom vinho para tomarmos enquanto o prato principal não chegava à mesa. Foi assim que na suavidade do vinho, notei a sensibilidade no olhar daquela mulher de capa dura, ela tinha atitude nas palavras, mas não deixava apagar a doçura de seus lábios. Ela me mandava chamar o garçom, mas na hora de trocarmos os primeiros toques, ela me pediu carinho, mas nem por isso deixou de controlar a situação, pegou minha mão e a conduziu até seu rosto, fazendo com que eu tocasse seus lábios que não me parecia nada frio, sem falar, sem mandar, ela me levou, ela me conduziu com a atitude de sempre até seu corpo.
Com a garrafa de vinho nas mãos me levantei da mesa e demonstrei que iria assumir o controle da situação, tentativa inútil de me ver no controle da nave da sedução, na mesma hora que me viu em pé, Justine já estava me puxando pelas mãos, estávamos no corredor do meu andar, indo em direção a minha porta, mas sem que houvesse uma ordem em bom som, minha boca foi aquecida pelo calor da boca daquela francesinha linda, ali mesmo nos beijamos, ali mesmo Justine tirou minha camisa e só não me teve por inteiro ali no corredor pois no fundo ela não quis me ter ali, ou você duvida que se ela quisesse me teria em qualquer lugar de Paris?
Ao entramos no quarto logo estávamos na cama, entrelaçados por todo sentimento, dos mais doces aos mais apimentados, dos mais puros até aos mais safados, a cada toque, a cada olhar, ela ia me dizendo o que fazer com ela, não que eu precisasse nessa altura da vida de uma professora sexual, mas apenas porquê ela queria ter o controle e eu como um bom aluno me permitia receber os ensinamentos e ser conduzido por ela.
Após passarmos a tarde toda fazendo amor, Justine já dormia em meus braços. Nessa hora ela não mandava, não me levava, era apenas a doce menina, despida, com sua pele macia encostada no meu corpo, com seu corpo vulnerável aos meus toques, aos meus desejos. Justine dormia com o semblante suave, com a verdade estampada em seu rosto, uma verdade que dizia que controlar não é uma questão de querer e sim uma questão de saber entender a arte que existe em você. Justine me ensinou muito, não a fazer sexo, mas certamente me ensinou que um simples passeio pelas ruas de Paris, pode se transformar numa bela e especial tarde de amor, com muita volúpia no sexo, com tesão se misturando à intensidade da paixão.
Minha passagem por Paris estava apenas começando, era o inicio de uma aventura, de uma viagem inesquecível.
Após algumas semanas na capital Francesa, sendo guiado e conduzido pelos desejos mais profundos de Justine, já estava bem à vontade, é fácil para obter uma rápida adaptação quando se trata de Paris. Suas histórias, sua arte, museus, ruas significativas, bares e restaurantes, todo esse conjunto me cativa, me acolhe, me chama para si, Paris é uma espécie de imã para quem sabe apreciar um bom vinho, uma bela paisagem e pessoas com histórias distintas e bem simples, mas que ao serem contadas se tornam tão semelhantes aos mais belos contos dos grandes escritores. Logo se tornam histórias especiais.

Anderson

A temperatura das palavras

Palavras possuem uma temperatura muito particular, podem ser quentes se forem românticas, podem ser quentes quando forem ofensivas, tudo depende da maneira que se ouve, que se lê e é claro, que se transmite. Posso te levar pra cama e te dizer coisas bonitas, mas também posso te dizer na mesma cama coisas que vão chegar fervendo aos teus ouvidos, mesmo que sussurrando, consigo te fazer pegar fogo através de palavras. Posso com as mesmas palavras da cama, te ofender, e nem por isso vou deixar de te esquentar, posso usar palavras semelhantes para definir sentimentos diferentes, posso usar palavras iguais para determinar calores distintos, posso te chamar de puta e te acolher em meus braços, tocar seus lábios e acariciar seus seios, sua bunda, posso te fazer minha, posso te sentir quente assim, mas também sou capaz de brigar com você numa bela tarde em pena praça pública e te chamar de puta de novo, mas só que agora eu te esquentei e posso me queimar com teu fogo aceso, pois ao te chamar assim, jamais você viria aos meus braços, só se realmente fosse uma puta, do tipo que gosta de apanhar de malandro falastrão, mas não, você vai receber minha palavra como uma ofensa quente e nada calorosa, por isso sua reação será diferente de quando te levei pra cama há duas semanas atrás.
O calor de minhas palavras carrega consigo a intenção, a maneira, se te chamar de puta com jeitinho te ganho, se te chamar de puta com jeitão te perco, posso ser doce com você através de uma simples palavra, que pode ser terrivelmente azeda de acordo com a forma que vos envio.
Enfim, vou parar por aqui, estou ficando com medo, algo me diz que posso receber de você uma palavra que terá um calor nada sexual, então... Au Revoir!

Anderson

Na dúvida continuo escrevendo...

Muitas vezes me pergunto o porquê de escrever certas coisas, o motivo de colocar no papel alguns pensamentos, não sei bem certo se isso é uma missão, uma maneira de me expressar ou se no fundo é uma doce ilusão que massageia um ego que vive esperando ser notado. Sim, talvez eu esteja em busca de notoriedade e como não tenho seio farto e tão pouco uma bunda tipicamente brasileira, encontro na escrita das palavras a maneira mais indecente de aparecer.
Quando eu era pequeno até certo tempo queria ser policial, um pouco por causa do meu pai que atuava em tal profissão, outro pouco por causa dos maravilhosos filmes do Mel Gibson, Danny Glover e como não citar, Bruce Willys, Stalonne, entre outros... Na escola sempre fui arteiro, naquela época eu quebrava o lápis e não dava a mínima para os papéis, minha letra era feia, tudo bem, sou sincero... Ela ainda é terrível, mas a beleza não está no desenho da letra, está no segredo que cada letra tem ao formar uma palavra e transmitir determinados sentimentos...
Nesse momento você deve estar me achando um louco, um maluco qualquer que resolveu escrever um livro e se acha o Paulo Coelho do subúrbio. Talvez você tenha razão, talvez eu seja mesmo um homem egocêntrico suficiente que acredita mesmo que alguém vai achar interessante ler o que escrevo. Também confesso que estou achando essa idéia de livro meio sem pé e sem cabeça, começo falando de certas coisas, continuo falando delas e até tento fugir de algumas palavras, mas no fundo não consigo e estou aqui derramando em você minha confusão interna, que agora após ser derramada já se torna externa e vulnerável. Posso ser criticado, ser pisoteado pelas línguas pesadas dos meus leitores, isso é claro se a essa altura da leitura eu ainda possuir algum leitor de minhas maluquices. Bom, como meu “super ego” jamais duvidaria de que você está lendo as coisas que escrevo aqui, mesmo sabendo que ainda está muito gelado, vou continuar escrevendo, vai que os pensamentos mais quentes começam a surgir e do nada consigo te envolver com todo o meu fervor.

Anderson

A vida é uma grande viagem

Após muito tempo, descobri que a vida da gente é na verdade uma grande viagem, que por muitas vezes fazemos aqui dentro de nós. Sim, uma viagem interna repleta de sentimentos, sonhos, caminhos, pessoas que chegam, outras que se vão, gente de todo tipo que passamos a conhecer, conhecimentos inesperados que adquirimos, fases, ciclos de uma viagem fantástica. Como podem perceber nós nascemos e logo já estamos viajando, por um horizonte ainda desconhecido por nós mesmos, somos crianças recém nascidas, choramos o tempo todo, despertamos a alegria em pessoas desde cedo, tudo bem que tem gente que ainda consegue se irritar ao nos olhar ali, tão suave em um berço berço.
A infância da gente possui magia, truques, travessuras e sonhos, na verdade sonhos é o que não falta por toda essa viagem cheia de encantos. São momentos, aprendizado, conhecimento, uma coisa te levando a outra, um dia após o outro. Cada dia em um lugar diferente, para isso basta exercitar a sua mente, podemos viajar por lugares conhecidos, mas também chegaremos ao mundo desconhecido, podemos ir de fato, de carro ou de avião, de trem ou de navio, mas também se pode chegar apenas com a força do pensar, com a imaginação que nos permite criar, ir além e nos dedicar.

Anderson

Infância na Suíça Brasileira

Minha infância se passou em Nova Friburgo, cidade serrana do estado do Rio de Janeiro, lugar frio, charmoso, aconchegante. Muito conhecida no ramo de lingeries, possui um forte mercado no que diz respeito a queijos e vinhos, anualmente é realizado um evento tipicamente alemão na cidade: é a Beer Festival, com apresentações dos mais famosos cantores nacionais e também de grupos de danças alemães. Friburgo me faz lembrar do orvalho caindo sobre as plantas e flores no jardim de minha casa, toda manhã ao ir a escola, caminhava pela rua e podia enxergar as gotas escorrendo sobre elas, uma verde, a outra amarela, copos de leite, bem branquinhos, violetas, um colorido sutil, leve, com alma, com essência que me levava, me encantava.
Falar de Friburgo, citar pessoas queridas, recordar uma época que não volta mais, é algo mágico para mim, um momento nostálgico sim, mas um momento que me faz ser criança novamente, me faz jogar bola com a saudosa Irmã Cecília, me faz ganhar broncas e aplausos do Professor Tadeu, faz com que eu volte a sala da direção pois fiz bagunça na aula de matemática...
Viajar no tempo, voltar para um passado lúdico como este que se refere a minha infância é como conferir se está tudo em dia com meu coração, é me emocionar, encontrar nessas lembranças alegrias e tristezas, um conjunto de sentimentos que fazem do hoje algo sólido, é como se eu estivesse resgatando amigos que ficaram para trás, amores que tive, outros que criei, na verdade me pego resgatando uma parte de mim que fica guardada na memória, aqui dentro de mim, mas que não morre, não se perde, pois sempre se depara com a intensidade dos meus pensamentos que lutam para trazer de volta a paixão por uma cidade que me acolheu, a cidade aonde passei momentos de uma infância feliz, suave, bonita...foram aniversários, datas importantes como o Natal, páscoa, confraternizações entre amigos, familiares, festas juninas no colégio aonde estudei e uma série de outras coisas mais.
Minha infância é marcada por alegrias, por um frio que me deixava encolhido, quietinho na hora de dormir, envolvido por um calor que chegava através do carinho, do sentimento que existia, sentimento este que me faz vir aqui e escrever sobre essa tal Friburgo, a famosa Suíça brasileira.

Anderson

Um pouco mais de Pessoas...

Na vida da gente, vamos nos deparar com diversas situações, fatos, sentimentos, a vida é uma mistura de dor com alegria, tristeza, saudade, ódio, amor, carinho e um monte de outras coisas que fazem desse universo algo tão especial, é difícil não ter amor pela vida, tem gente que se mata, quer se matar, morre sem motivo, inventa desculpa pra se estragar. Pessoas são confusas, não sabem o que querem, ora desejam ir ao Japão, dois minutos depois querem estar em Acapulco, no México, pessoas fazem à simplicidade da vida se tornar complexa, pessoas complicam o fácil, fazem o bonito ficar feio, pessoas são brilhantes, mas nem todas percebem sua importância, seu valor, com isso vivem se metendo em enrascadas, em problemas gigantes, vivem criando situações de risco para si próprio e principalmente para aqueles que estão ao seu redor. Pessoas são bacanas, são interessantes, são o bem e o mal, pessoas são a mistura dessa coisa global, ao mesmo tempo em que podem construir o paraíso repleto de luz e fraternidade, elas podem fazer do universo uma escuridão oculta e sombria.

Anderson

O Tio que poderia ter sido Pai...

Djalma com todos os problemas que tinha e todas as loucuras que criava, conseguiu fazer uma coisa boa na vida. Sim, meu ego estava doido para que eu falasse isso. Djalma me fez, isso foi um grande acerto, mesmo que isso seja cientificamente. Não estou aqui escrevendo para julgar as pessoas, mas é claro que isso poderá ocorrer no decorrer dos meus pensamentos, mas neste caso, quero que saibam que em relação ao meu Tio Djalminha só tenho a dizer que ele é um cara especial, pois consegue ir da agressividade ao amor, consegue ser louco e ser inteligente, mesmo com o estudo jogado pelo ralo, ele é um cara que faz de sua loucura a sua lucidez, faz do carinho que sente pelas pessoas o ódio que transmite a elas em suas atitudes, faz de si próprio um cara valioso e rico em sentimentos, mas ao mesmo tempo, num piscar de olhos se torna um lixo, fraco que se permite ser torturado por suas frustrações, por suas dores. Djalma é isso pra mim, um cara bom, divertido, com pensamentos interessantes, com opiniões que nem sempre são colocadas de maneira correta ou na hora certa, mas enfim, este cara de que me refiro é um ser humano, que errou demais na vida e continua errando, mas julgá-lo seria demais, seria desnecessário, pois quem é que não disse que este homem não se julga por dentro? Ele sabe de seus erros, de suas falhas, tanto que durante anos tentou encontrar respostas na bebida, nas drogas, na vadiagem desta vida.
Meu Tio Djalma se mostrou forte também, com a ajuda de pessoas que o amam conseguiu se recuperar, se reergueu e hoje é motivo de orgulho pra mim, não bebe, não fuma, não cheira, seu vício é a luta diária por uma vida melhor, é assim que deve ser, um dia de cada vez, com sua esposa e sua filha, ao lado da família que conseguiu construir.
Djalma poderia ter sido meu pai, não foi, virou meu tio, mas isso não é culpa minha, são coisas da vida, mas uma coisa é certa, posso dizer com tamanha certeza ao meu Tio Djalminha por ele tenho guardado muito carinho e amor.
Amo você, nem que seja só por hoje.

Anderson

Paternidade? Maternidade? Uma grande mentira

Ciência ou Deus? Faça-me o favor, é claro que fico com Deus, esse tipo de questionamento nem me cabe pensar. Se fosse pela ciência, meus pais biológicos seriam verdadeiros, se for por Deus, como deve ser e é, não tenha dúvidas de que esse papo de pais biológicos já foi pro espaço faz tempo, e digo mais, deve ter ido em um desses foguetes malucos que cientistas mais malucos ainda ficam mandando nem sei pra onde.
Bom, é bem verdade que no meio da década de 80, um homem e uma mulher que se chamavam respectivamente Djalma e Neuza, andaram se pegando por aí, mas não contavam que no meio dessa “pegação” a gravidez viria. Pois é, Djalma um jogador de futebol que dependia seriamente de drogas e álcool e não conseguia manter uma vida com juízo e seriedade. Neuza, uma mulher fraca e sem muitas observações de minha parte, até mesmo pela nula participação que tem em minha vida. Resumindo, posso dizer que cientificamente eu nasci dessa louca e atordoada relação. Mas como não gosto muito de ciências e desse monte de nomes que usam para definir certas coisas, digo que pela vontade de Deus, nasci de outra relação.
Djalma teria direito a paternidade e Neuza, logo teria direito a maternidade sobre mim, mas a fraqueza deles não permitiu por que um vivia de porre e drogado pelos cantos, a outra porque era fraca mesmo e ponto. Enfim, essa história de paternidade e maternidade biológica é uma grande mentira. Eles não são meus pais!

Anderson

Uma simples tarde em Paris...

Certa vez passeando pelas ruas de Paris, notei o quanto àquela cidade é bela, como se não bastasse, logo ali bem perto do Rio Sena encontrei um homem interessante. Sujo, com as roupas rasgadas, barbudo, um verdadeiro homem das ruas e vielas parisienses. Seu nome era Michel e sua idade já era bem avançada, mas o que achei mesmo muito interessante foi o fato de que Michel estava ali com algumas telas, um pouco de tinta e muita arte em seu coração.
Curioso como de costume, fiquei ali observando seus gestos, suas caretas e formas de pintar aquelas telas, algumas bem sujas de algo que não era tinta, mas de alguma forma Michel conseguia contornar a sujeira ou até mesmo utiliza-la em sua pintura. Me aproximei mais um pouco, sem deixar que ele me visse, continuei olhando, logo notei que em uma das telas Michel estava trabalhando com cores bem fortes, mas não deixava de utilizar cores suaves, ele implantava ali uma mistura fina do leve com o pesado, mas que ao se unir logo dava a impressão de força, de uma sustentação sem fim, era como se através da tela, o velho barbudo transmitia aquilo que teria vontade de falar.
Naquela tarde pude entender que as mais diversas formas de se expressar carregam consigo um grande lema, que nada mais é do que a liberdade. Quando todos podem imaginar que aquele velho sujo, com roupas remendadas e morador das ruas é um ser desprezível e acorrentado em uma mente vazia e sem perspectivas, é aí que Michel se mostra o contrário, livre, sem correntes, com a sujeira exposta pelo corpo, com uma moradia em cada esquina, ele vai nos mostrando que a liberdade é algo muito valioso, é algo que devemos construir e conquistar. Ao mesmo tempo em que para muitos aquele homem não tem valor social, posso dizer com a propriedade de quem o observou de perto, com atenção, respeito e carinho pelo que ele estava representando ali. Michel coloca em suas telas toda sua história de vida, momentos de dor, de fraqueza em que ele se via derrotado pela bebida, momentos de alegria como quando pegou sua filha Marie no colo pela primeira vez, momentos de ódio e de muita fúria quando viu sua esposa sendo morta friamente por dois assaltante em sua própria casa, mas também, coloca ali ensinamentos, caminhos diferentes, interessantes e sem tanto peso, mostra através de suas diversas misturas coloridas que o mundo pode ser mais jovial, mais repleto de boas emoções, com uma juventude mais ativa e mais participativa aos assuntos globais.
Antes de partir e continuar minha caminhada até o hotel aonde eu estava hospedado, não resisti e fui falar com Michel, que até então era um homem da rua que pintava telas em uma das praças mais populares de Paris. Ao chegar bem perto dele, logo ele sorriu e se apresentou, dizendo seu nome e me explicando um pouco sobre o que acontece todos os dias naquela mesma hora quando ele começa a pintar suas telas. Michel disse que faz isso há exatos treze anos e que nunca havia visto alguém tão interessado em suas pinturas, disse também que me viu desde quando eu estava longe só olhando e que não mora nas ruas, mora em uma avenida movimentada no sul de Paris, com a filha Marie.
O curioso disso tudo é que Michel me disse que antes da morte de sua esposa, ele levava uma vida que para os padrões da sociedade está correta, ele deixou claro que é um artista profissional e que ganhava a vida com isso, mas após a perda de sua esposa passou a se expressar vestido daquele jeito. Todos os dias, na mesma hora, Michel sai de casa vestindo seus farrapos, sujo de graxa e carvão que ele mesmo faz questão de espalhar por seu corpo e fica pelas ruas pintando.
Ao me despedir de fato, dei os parabéns a Michel pela forma como ele encontrou para expressar seus mais diversos sentimentos e idéias sobre a vida. Sabiamente, nosso amigo Michel me disse que não era necessário remeter os votos de parabéns a ele e sim parabenizar os governantes de cada nação, a sociedade medíocre que se fantasia de puritana para não enxergar os reais problemas ao seu redor. E disse ainda, que sem essa baderna mundial, homens como ele não teria serventia. Confesso que fui embora, caminhando até o hotel e fui pensando nas palavras daquele homem, na forma como seu jeito, seus pensamentos me tocaram numa simples tarde em Paris. Certamente Michel conseguiu transformar através de seu conjunto o simples em algo especial.

Anderson

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pessoas...

Olá, hoje é segunda-feira e acordei pensando justamente em você, pensei no Manoel, na Regina, pensei na Vera e no Fernando, pensei em mim também, na verdade meus pensamentos nesta manhã voaram diante de diversas pessoas...
Pessoas que são interessantes desde sempre... que ao nascerem acredito que já chegaram ao mundo com um monte de qualidades e defeitos. Pessoas têm a liberdade de escolha, podem seguir em diversos caminhos, uns tortos, outros retos, outros em forma de labirinto, uns com altos e baixos, enfim... Pessoas são capazes de realizar, de conquistar, de abraçar esse mundo e fazer a diferença, pessoas são realmente seres interessantes, mas também se tornam complexas e até erradas, sim, não conseguem ser certas o tempo todo, erram por serem tolas e por muitas vezes quererem apenas acertar, erram por ansiedade, por maldade, por inexperiência, por complicarem o simples, por tentarem fazer grandes coisas quando o mais gostoso da vida é viver e perceber os detalhes do outro. Pessoas vivem tentando, mas nem sempre possuem a certeza de que vão conseguir, pessoas são especiais, mesmo quando são simples, pessoas se vestem e outras apenas se fantasiam, pessoas mentem, pessoas são verdadeiras, tem gente que é malvado, mas tem pessoa que é boa gente.
No fim das contas percebo que pessoas confundem e fazem confusões, pessoas gostam de pessoas, outras gostam mais dos animais, pessoas usam drogas, se matam, outras se tornam umas drogas e matam os outros, pessoas podem transmitir vida, carinho e amor, pessoas são palavras aqui, são atitudes ali, pessoas são livres, mas se acorrentam, se fazem prisioneiras de si mesmo, pessoas são apaixonantes, são adoráveis, algumas são detestáveis, mas no fundo, pessoas são apenas pessoas...

Anderson

A despedida de um gênio

É amigo...
Eu dizia que seríamos novamente campeões mundiais, eu dizia que iríamos brilhar e que o quadrado iria fazer com muita qualidade a bola rolar. Não foi assim que ocorreu e logo ao perder para a elegante França na Copa de 2006, vimos que nossa seleção faleceu diante de 180 milhões de brasileiros que torciam por nossa seleção mais geométrica do que nunca.
Eu dizia também que era preciso acreditar no time de Parreira, pois era inegável que ele tinha belos jogadores em seu suposto time de futebol, time este que não soube lidar com a fama, sim amigo, todos ali já deveriam estar acostumados com os holofotes do sucesso, não havia mais meninos ali, pois até os possíveis meninos, na verdade já haviam se tornado homens da bola há tempos e já deveriam saber que ser um homem da bola no país que vivemos, é ser mais importante do que o nosso nem tão querido presidente Luís Inácio.
É amigo leitor, eu dizia com absoluta certeza que estaríamos em Berlim no dia nove de julho de 2006 para disputar mais uma decisão de Copa do Mundo, mas não foi o que Deus quis, se bem que na verdade Papai do Céu queria sim, já que dizem que ele é brasileiro, deveria estar torcendo muito por nós. Na verdade meu amigo, quem não quis foi um certo argelino naturalizado francês que não permitiu nosso avanço no mundial.
Isso mesmo, Zinedine Yazid Zidane, um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. O maior sem sombra de dúvidas jogador que a França já teve, superando o também ídolo Platini, conseguiu eliminar a nossa seleção, mas na verdade ele não eliminou ninguém, vamos pensar com inteligência de quem deveria saber perder. Zidane apenas classificou sua tão querida e amada França, pois quem eliminou o Brasil do mundial foi justamente nós os jogadores, que não fomos vibrantes quando deveríamos ter sido e que não fizemos com que o todo estudo geométrico funcionasse de forma bonita e eficiente. O craque francês fez sua parte e mostrou igualdade, fraternidade e liberdade em seus movimentos e pensamentos com a bola no pé, fazendo assim sua apresentação naquela noite em Frankfurt, se tornar um espetáculo digno à sua majestade.
O Brasil é sim o país do futebol, com os melhores jogadores do mundo, mas amigo, vou te dizer uma coisa, bons jogadores não formam um equipe competitiva caso não tenhamos vontade, força e espírito de luta para brilhar e sorrir após cada batalha. É belo ver o Gaúcho, o Kaká e o Ronaldo, mas é muito mais belo vê-los com a força do Thuram, com a determinação do Vieira e com a inteligência do Zidane.
A França não tinha quadrados, triângulos ou círculos, apenas tinha vontade de ser campeã, tinha brilho nos olhos de cada um dos seus soldados que fizeram de um jogo de futebol um desfile elegante e mágico, com modelos da maior qualidade e dignidade.
Pois é meu amigo, as criticas sem dúvida surgiram na época e se o assunto for levantado hoje, elas irão reaparecer sem piedade, mas sinceramente não concordo com as coisas que disseram e ainda podem ser ditas sobre nossos soldados que não souberam acender o brilho e a luz que na verdade ainda não haviam iluminado os corações dos torcedores durante o mundial. Acredito sim que houve muitos erros, desde a preparação para a Copa até o dia em que voltamos para casa. Mas não podemos crucificar pessoas que num ontem nem tão distante assim ou até mesmo amanhã ainda iremos enaltecer.
O futebol tem disso, por isso é tão mágico e apaixonante, nada é exato, absoluto e toda surpresa pode ser esperada, por isso é mais do que um esporte, é uma paixão, é amor que começa lá na Argélia quando pequeno, que começa em qualquer lugar do mundo, quando ainda se é uma criança sonhadora e não termina nunca, pois sempre estará no coração de quem pratica ou apenas observa o show.
É amigo querido, futebol é coisa séria, assim como amor... Futebol é dor assim como a morte, futebol é vida, é espetacular assim como foi a despedida de um gênio chamado Zidane.

Anderson

A Bola e eu...

Somos como o pão e a manteiga, como o arroz e o feijão, somos inseparáveis como o Gordo e o Magro. Nossa história começou bem cedo, aos oito anos nós nos conhecemos e desde então jamais nos separamos. É uma pareceria de sucesso e acredito já termos provado que juntos podemos causar o amor e ódio nas pessoas que nos assitem ou até mesmo naqueles que participam do nosso espetáculo.
Basta um olhar, um leve toque e ela já sabe o que eu quero, formamos uma dupla, um casal perfeito onde existe a fidelidade, compreensão e a magia. Tratamos-nos muito bem, com carinho, respeito e intimidade, aliás, acho que esse é o segredo para o nosso sucesso juntos, sucesso este que é dirigido por um dom que Deus me deu.
Juntos já viajamos, já conhecemos lugares diferentes, vivemos situações, rodamos por aí, juntos encantamos, é engraçado, desde sempre estamos juntos, unidos através da arte com uma única intenção.
Não importa a hora nem o lugar, tanto faz, seja de couro, de borracha, pode ser de meia ou de papel, basta nos encontrarmos para que possamos dar inicio ao show, que é repleto de truques e mágicas. Até brinco ao plagiar o saudoso Armando Nogueira, pois diante da química e intimidade que nos envolve, costumo dizer que seu eu não tivesse nascido gente, talvez eu tivesse nascido bola.
Juntos somos o talento em exposição, somos alegria e a tristeza, somos a magia.
Juntos somos protagonistas de uma bela história de amor.

Anderson

Açougue na TV

Já faz um tempinho e lá estava eu, em casa assistindo TV, mudando de canal, me peguei atraído por um debate dos mais fúteis. Não me surpreendi, até porque o programa que exibia o debate era o tal do “Superpop”, que de fútil tem tudo, não deixando de fora a sua também nada acrescentadora, apresentadora Luciana Gimenez. Neste dia os convidados principais eram o “não sei o que é” Mr. Catra e sua ex-dançarina, a tal Mulher Lombinho, ou melhor... Mulher Filé, será que ela é? Enfim, estavam lá discutindo com alguns outros convidados sem menor produtividade também, mas tinha um tal de Bispo, que nem sei se Bispo realmente é, cada um defendia sua teoria, Mr. Catra estava defendendo seus casamentos simultâneos, sua profissão e é claro, defendia o que na época era o seu mais valioso e recente pedaço de bife.
Bom, era de se esperar esse tipo de coisa, num programa que de super não tem nada, tão pouco é popular e ainda é apresentado por uma das maiores ex-modelos e celebridade da televisão brasileira, uma mulher que quando fala já segura o rolo de papel higiênico nas mãos, só poderia ter no palco do seu programa um açougueiro do funk, brigando verbalmente com um Bispo que se for Bispo mesmo, pelo amor de Deus, poderia estar se preocupando com coisas mais importantes, como ajudar o lado mais necessitado da humanidade, enfim, fazendo algo que preste para o bem dos seus semelhantes, seria melhor do que dar uma de puritano ao ficar mexendo com a carne dos outros.
Só fico pensativo pelo fato de que no meio disso tudo se encontra a figura de uma mulher, tudo bem gente, seja filé, patinho, maminha ou até lombinho, enfim, não deixa de ser uma mulher. Ou será que ela prefere ser apenas uma carne? Bom, perguntem à ela.

Anderson

domingo, 1 de março de 2009

O belo e o feio não existem

A sociedade durante anos, diante de gerações e gerações, vai tentando, muitas vezes conseguindo implantar padrões, seja de comportamentos, estética e outras coisas mais.
Acho esse lance de padrão uma tremenda banalidade, sim é verdade, é uma grande bobagem. Por exemplo, o que é feio? O que é belo? Isso não existe, são apenas nomenclaturas que foram criadas para definir aquilo que nos agrada ou desagrada.
Malu Mader, Juliana Paes e muitas outras mulheres famosas e não famosas também, como a Mariana, a Regina, a Lúcia e porque não a Flávia, podem ser consideradas de acordo com o padrão de beleza da sociedade, mulheres lindas. Até acho essas mulheres que citei verdadeiras beldades, mas quem falou que o Jeremias, o Bento ou até mesmo o Gonçalves, vão concordar comigo? Eles são obrigados a ter a mesma opinião, o mesmo gosto? Acho que não amigo, vai que um deles prefira a beleza da Preta Gil ou da Sheila, aquela gordinha que vive comendo sonho na padaria? Enfim, o que quero dizer é que o que é feio pra mim, pode ser belo para o outro ao meu lado, o que não significa que Fulano ou beltrano não tenham beleza, é claro que tem, mas é a questão de determinada beleza agradar ou não aquele que está observando.
Opiniões devem ser respeitadas, logo a minha opinião pode ser diferente da sua e se o respeito deve haver, logo não existe a opinião correta ou a errada, apenas são opiniões, gostos deferentes sobre determinada situação, então posso dizer que o feio não existe tão pouco o belo, pois este é aquele que agrada aos meus olhos, mas pode desagradar aos teus e se tornar feio.
Padrões são tolices impostas por uma sociedade cada vez mais vagabunda e repleta de hipocrisia.

Anderson